BRASIL AVALIA MUDANÇAS NO MODELO DE EXPORTAÇÃO DE CARNE BOVINA PARA A CHINA


13/02/2026


O governo brasileiro estuda a criação de novos mecanismos para organizar o fluxo de exportações de carne bovina destinadas à China. A medida entrou em discussão diante do risco de uma corrida entre frigoríficos para embarcar volumes antes do preenchimento da cota anual estabelecida pelos chineses para 2026.

Por que o tema voltou à pauta?

A China definiu para 2026 um limite de pouco mais de 1 milhão de toneladas para as importações de carne bovina brasileira. O número é inferior ao volume exportado pelo Brasil em 2025, estimado em 1,6 milhão de toneladas.

No modelo atual, as empresas que embarcam primeiro garantem entrada dentro da cota. Quem fica fora pode enfrentar uma tarifa adicional de 55%, encarecendo o produto no mercado chinês.

Esse sistema tem potencial para estimular uma disputa interna entre frigoríficos, com impactos sobre o mercado doméstico do boi gordo.

Risco de pressão sobre preços internos

Segundo fontes do setor, a possibilidade de uma corrida pelo preenchimento da cota pode gerar distorções:

  • competição acelerada entre empresas;

  • maior demanda por animais prontos no curto prazo;

  • pressão sobre os preços pagos ao produtor;

  • impactos potenciais no abastecimento interno.

O governo avalia alternativas para suavizar esses efeitos, entre elas algum tipo de controle ou distribuição de cotas entre exportadores. Até o momento, não houve anúncio oficial sobre qual modelo poderá ser adotado.

Reuniões seguem em andamento

A expectativa era de que o tema avançasse em reunião prevista para esta quinta-feira (13), mas, até o momento da publicação desta matéria, não houve atualização pública sobre decisões.

O assunto segue sendo monitorado por agentes do mercado pecuário, exportadores e produtores, que aguardam definição para ajustar estratégias comerciais em 2026.


Fontes

• Conteúdo informativo apresentado no programa 3 em 1 do Agro (12/02/2026).
• Dados de exportação do setor bovino mencionados na análise.
? Texto reorganizado e adaptado pela equipe Rural Total News.