15/01/2026
O Brasil começou 2026 consolidando um dos desempenhos mais robustos da suinocultura nacional no mercado internacional. Levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) confirma que o país exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína em 2025, o maior volume já registrado na história do setor. O resultado representa um avanço de 11,9% em relação a 2024, quando os embarques somaram 1,352 milhão de toneladas.
O número histórico projeta o Brasil para uma posição inédita no cenário global: segundo especialistas do setor, o desempenho coloca o país muito próximo de superar o Canadá e assumir a terceira colocação entre os maiores exportadores mundiais de carne suína. Trata-se de um movimento alinhado ao que a ABPA descreve como um processo contínuo de diversificação e ampliação dos mercados compradores.
O resultado expressivo de 2025 foi impulsionado pelo forte ritmo de embarques no mês de dezembro. Foram 137,8 mil toneladas exportadas, 25,8% a mais do que no mesmo período do ano anterior. Em receita, o mês fechou com US$ 324,5 milhões, também uma alta relevante frente aos US$ 258,4 milhões registrados em dezembro de 2024.
Com isso, o setor encerrou 2025 com US$ 3,619 bilhões em faturamento, crescimento de 19,3% em comparação com 2024.
Os dados da ABPA mostram uma alteração relevante no perfil da demanda internacional. As Filipinas foram o principal destino da carne suína brasileira em 2025, com 392,9 mil toneladas importadas — crescimento de 54,5% em relação ao ano anterior. A consolidação do país asiático como maior comprador confirma a estratégia de diversificação, uma das prioridades do setor nos últimos anos.
Entre os demais mercados de destaque estão:
China: 159,2 mil toneladas (–33%)
Chile: 118,6 mil toneladas (+4,9%)
Japão: 114,4 mil toneladas (+22,4%)
Hong Kong: 110,9 mil toneladas (+3,7%)
A queda das compras chinesas, apesar de significativa, foi compensada pela expansão de outros destinos — fator essencial para a estabilidade e previsibilidade das exportações brasileiras.
Na avaliação do presidente da ABPA, Ricardo Santin, o novo mapa das exportações reflete um avanço consistente da suinocultura brasileira no mercado global. Ele destaca que a maior presença em mercados como Filipinas, Japão e Chile reduz riscos, amplia oportunidades e reforça o posicionamento internacional do país.
Ainda que a ABPA não apresente projeções numéricas para 2026, os dados consolidados de 2025 evidenciam um setor fortalecido para o início do novo ano, com diversificação efetiva, maior estabilidade e capacidade competitiva ampliada.
O desempenho recorde, acompanhado de expansão em mercados estratégicos, estabelece uma base sólida para as expectativas que cercam o setor ao longo de 2026.
• Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
• Portal DBO
Matéria adaptada por Rural Total News